29/07/2015

Para os dogs: Desinfetante natural de limão

Sophia bebê
Antes de começar a escrever sobre o assunto, gostaria de explicar que fiz esse texto pensando nos bichos de estimação, mas é uma dica que vale para todo mundo, até mesmo para quem não tem cão e gato em casa!

Desde que a Sophia chegou em casa, notamos que ela tinha alergia a produtos de limpeza. Isso foi confirmado pela veterinária dela na época, pois quando limpávamos o chão do apartamento, ela ficava toda vermelha e cheia de bolinhas. Tivemos que dar um tempo nos produtos de limpeza que estávamos acostumados a usar, e passamos a limpar o chão com aqueles desinfetantes de uso veterinário.

Soluções naturais

Mas tudo mudou quando passamos na primeira consulta com a veterinária holística Drª Carmen Cocca, do Bicho Integral. A mudança em casa não seria somente na alimentação da Sophia, teríamos que eliminar todos os produtos de limpeza da casa, principalmente do chão, que não fossem naturais. E isso incluía também os desinfetantes de uso veterinário. Ou seja, para controlar qualquer tipo de alergia da Sophia, e ajudar no seu tratamento, não poderíamos usar nenhum produto químico na limpeza de casa!

Confesso que isso foi um choque! Como iria manter minha casa limpa?!
A veterinária indicou algumas soluções caseiras de produtos de limpeza com o uso de vinagre e de bicarbonato de sódio, e me garantiu, que a casa ficaria limpa e sem cheiro de vinagre.

E também pediu para não usar amaciante nas roupas que a Sophia tivesse contato. Então para lavar as roupinhas e cobertores dela, a veterinária indicou usar o vinagre no lugar do amaciante. É um pouco estranho, mas já fiz essa substituição, inclusive para lavar as minhas roupas de cama e banho, e realmente a roupa fica macia e sem nenhum cheiro de vinagre.

Desinfetante natural de limão

Minha produção de desinfetante:
prontos para uso (garrafas pela metade) e
em processo de fermentação (garrafas cheias)
Já estava limpando a chão da casa com vinagre e bicarbonato, mas uma colega que trabalha comigo no Espaço Doce Limão, me ensinou a preparar algo que achei muito mais agradável: o desinfetante natural de limão.

Mas antes de usarmos essa solução em casa, mandei um e-mail para a veterinária perguntando se não teria problema. E, a Drª Carmen, não só aprovou o uso, como adorou a solução do desinfetante natural de limão!

E claro que eu também amei! Porque é bem mais gostoso limpar a casa com esse desinfetante, pois ele deixa um cheirinho de limão maravilhoso, além é claro de ser sustentável, porque você utiliza as carcaças de limões que jogaria no lixo.

Um pouco sobre o limão

A acidez natural do limão oferece grandes propriedades antibacterianas para a limpeza doméstica. Sua casca, além de ter forte atividade bactericida, também atua como fungicida. Por esses motivos ele é um desinfetante bem eficaz, natural e que não vai causar alergias nos nossos bichinhos!

Como preparar o desinfetante de limão

A receita desse desinfetante é do blog Panelas de Capim. Quem quiser pode dar uma olhada no texto original: Por que fazer produtos de limpeza é uma boa?

Mas vou escrever para vocês o passo a passo aqui:
  1. Guarde as cascas (carcaças) de limão que utilizou na culinária em um recipiente com água tampado. Quanto mais carcaças tiver, maior o rendimento.
  2. Após juntar diversas cascas, por no máximo 3 dias, bata bem o conteúdo do recipiente (carcaças e água) no liquidificador. Para facilitar, corte as carcaças em pedaços menores, e se achar necessário coloque um pouco mais de água para bater.
  3. Coe o líquido num pedaço de voal (pode ser a panela furada 1) e esprema bem.
  4. Transfira o líquido coado para uma garrafa, tampe e deixe esse conteúdo reservado por 8 horas, para ocorrer a fermentação natural.
  5. Após esse período adicione 2 dedos de álcool na garrafa e agite para misturar. A função do álcool é evitar a oxidação do limão.
  6. Guarde a garrafa fechada e use como achar melhor. Você pode diluir um pouco na água e molhar o pano com essa mistura, ou passar direto no local que precisa limpar.

Observações:
  • Para preparar o desinfetante, você pode usar qualquer tipo de limão. Eu já fiz com o tahiti e com o limão cravo. O que muda é a coloração do seu desinfetante.
  • Sobre o vinagre, existem algumas questões sobre o ácido acético ser benéfico ou não para o nosso organismo. Após algumas conversas sobre isso com a Conceição Trucom, decidi deixar um pouco de lado o uso do vinagre, estou usando somente para lavar roupas.
    Mas como não sou nenhuma especialista no assunto, não pretendo entrar nessa discussão. Apenas indico a leitura de um texto da Conceição para quem tiver interesse: Limão x Vinagre - Qual a diferença?


24/07/2015

Mingau de linhaça com leite de coco

Fiz um post sobre linhaça no Instagram e no Facebook do Além das Dietas, mas como é um assunto bem importante achei interessante escrever sobre isso aqui também, principalmente porque vejo que muitas pessoas tem dúvidas sobre o consumo da linhaça!

Já falei sobre isso algumas vezes em posts nas redes sociais, mas o assunto voltou de novo, por causa do plano alimentar que voltei a seguir descrito no livro "O Plano".

No livro, a autora indica como refeição matinal uma granola de linhaça, cujo o preparo envolve hidratação da semente com canela, noz moscada e cravo e depois a desidratação no forno. Fiz a receita na primeira vez que segui O Plano, e fica realmente uma delícia, porém algo me deixou intrigada, pois eu sabia que nosso organismo não tem a capacidade de digerir a semente de linhaça inteira.

Confirmei isso com a Conceição Trucom, uma especialista em alimentação natural e desintoxicante e autora, inclusive, de um livro só sobre a linhaça. E ela me ensinou a melhor maneira de consumir essa semente: crua, integral, previamente hidratada e triturada somente na hora do consumo.

Por esse motivo, substitui a granola de linhaça pelo mingau de linhaça nessa minha segunda experiência com o plano alimentar do livro.

Outras dicas interessantes sobre a linhaça, que acho importante todos saberem: aos adultos é indicado o consumo de 40g/dia de linhaça (2 colheres de sopa) e tomem cuidado com a farinha de linhaça comercializada. A linhaça moída oxida muito rápido, então ao compra-la dessa forma, é bem provável que o grau de oxidação já esteja elevado, e isso pode causar problemas desagradáveis no nosso organismos, como gases, diarreia e enxaquecas. Então, se você precisa usar farinha de linhaça em alguma receita, deixe para triturar a semente na hora!

Essas informações eu aprendi pessoalmente com a Conceição, mas estão todas disponíveis nos artigos do site Doce Limão, como por exemplo: Perguntas sobre Linhaça I. Eu super recomendo essa leitura para você entender todos os benefícios e indicações da linhaça, além de outras dicas importantes!

Voltando ao "O Plano", uma das opções do cardápio matinal é composto pela granola, frutas e leite de coco. Como já disse que substitui a granola pelo mingau, achei interessante incorporar o leite de coco (que faço em casa) no preparo. O resultado é maravilhoso! E acrescentei o limão no preparo, porque além dos benefícios dessa fruta, ele ajuda a prevenir a oxidação.

Mingau de linhaça com leite de coco


Ingredientes
  • 2 colheres de sopa de sementes de linhaça (40g)
  • 10 colheres de sopa de água filtrada
  • suco fresco de 1 limão
  • 150 ml de leite de coco
  • canela em pó, cravo em pó e noz moscada a gosto
  • maçã ou pera cortadas em cubinhos

Modo de preparo
  1.  Coloque a semente de linhaça num vidro limpo e complete com a água filtrada. Deixe ela hidratando por 8 horas. (Dica: faça isso antes de ir dormir para estar pronto na manhã seguinte).
  2. Após as 8 horas de hidratação, transfira todo o conteúdo do vidro para um liquidificador (pode usar o mixer direto no vidro também, eu faço isso), adicione o suco de limão e processe a linhaça até ela estar toda aberta. Você vai ver que altera a cor, e surge uma espécie de gel. Se sentir dificuldades, pois a linhaça fica um pouco escorregadia com água, faça esse processo devagar, acrescentando o suco de limão aos poucos.
  3. Quando notar que a linhaça está totalmente aberta, acrescente o leite de coco, a canela em pó, o cravo em pó e a noz moscada, e bata novamente para misturar tudo!
  4. Sirva com as frutas picadas por cima. Ou se preferir, acrescente as frutas no liquidificador e processe até criar um creme homogêneo.

Dicas
  • Como durante a semana eu faço a minha refeição matinal no trabalho, eu preparo o mingau direto no vidro que deixei a linhaça hidratando, com ajuda do mixer. Gosto de fazer isso antes de sair de casa, mas quando sei que vou acordar muito cedo, preparo na noite anterior. Só preciso planejar antes, para dar tempo da semente hidratar por 8 horas. Já as frutas, eu higienizo em casa, e quando chego no trabalho corto elas e acrescento no meu potinho de vidro (como na foto).
  • As sementes de linhaça dourada e marrom possuem pequenas diferenças. A dourada tem um sabor um pouco mais suave, indicada para preparos doces. O que eu gosto de fazer é misturar as duas para preparar minhas receitas. Então no mingau eu coloco 20g de linhaça marrom com 20g de linhaça dourada. Mas é apenas um "frescurinha" minha. Use a variedade que for mais fácil de encontrar na sua cidade!

22/07/2015

Homus vivo

E na correria do dia a dia consegui me planejar para seguir pela segunda vez a proposta do livro "O Plano - Elimine os alimentos 'saudáveis' que surpreendentemente engordam - e peca peso rápido", da Lyn-Genete Recitas.

Decidi seguir mais 20 dias, com o cardápio proposto no livro para o inverno, para testar novos alimentos e outras formas de preparar as receitas, além é claro para tentar eliminar uns quilinhos chatos que acabei ganhando.

Minha ideia é incorporar alguns conceitos da alimentação viva que estou aprendendo nos últimos meses! Ou seja, quero aproveitar melhor os benefícios dos alimentos e consumir eles da melhor maneira possível.... e uma delas é diminuindo o tempo de cozimento deles. E, quando possível, irei utilizar os grãos e sementes germinadas!

Foi assim que surgiu essa receita de homus - uma pasta árabe deliciosa de grão de bico. Ao invés de cozinhar o grão de bico, como no preparo tradicional e como a autora do livro O Plano indica na receita dela, resolvi utilizar o grão germinado (veja aqui o passo a passo de como germinar o grão de bico) transformando o resultado numa receita dentro dos conceitos da alimentação viva!

Tentei seguir os outros ingredientes propostos no livro, mas substitui o azeite de oliva extra-virgem pelo creme de castanhas de caju com gergelim - Cajuhine da Bioporã - que comprei já pensando em experimentar numa receita de homus. Ficou demais com ele! Mas quem não tiver acesso ao produto, pode fazer com azeite mesmo!

No livro "O Plano" a proposta é comer o homus com pedaços de cenoura no lanche da tarde! Fica uma delícia e bem saudável. Mas você pode também comer ele puro acompanhando uma salada, com biscoitinhos de arroz ou da maneira que preferir.


Homus vivo



Ingredientes
  • 1 xícara de grão de bico germinado e sem casca
  • 2 colheres de sopa de Cajuhine da Bioporã (creme de castanha de caju com gergelim)
  • suco de 1 limão fresco
  • água filtrada (o quanto achar necessário - eu utilizei 2 colheres de sopa)
  • 1 dente de alho
  • cominho a gosto (usei 1/2 colher de chá)
  • 1 pitada de sal marinho
  • pimenta do reino branca a gosto
  • salsinha para decorar (usei a desidratada, mas ficaria melhor com a fresca)

Modo de preparo
  1. Processe num processador (também dá para fazer com um mixer ou liquidificador) o grão de bico germinado com o suco de limão, e se achar necessário para facilitar o processo adicione um pouco de água.
  2. Depois de triturado adicione o alho, o Cajuhine, o sal, a pimenta do reino e o cominho e processe até ficar com uma mistura homogênea.
  3. Na hora de servir, acrescente umas folhinhas de salsinha.





19/06/2015

Cogumelos salmão marinados

Vocês conhecem o cogumelo salmão?
 
Eu já falei dele no Instagram e no Facebook do Além das Dietas há um tempinho, mas como essa semana ganhei uma bandejinha de uma amiga, lembrei de postar a receitinha aqui no blog também.

O cogumelo salmão é uma variedade de cogumelos que impressiona pela sua cor! Tanto que foi esse o motivo que me fez compra-lo quando estava passeando no pavilhão de verduras da CEAGESP.
Eu simplesmente fiquei apaixonada quando os vi!

Além da cor linda, ele é um cogumelo bem saboroso e suave. Apesar de ter uma textura um pouco fibrosa e resistente, é bem suculento. E, como apresenta uma base mais dura e bem fibrosa, é preciso retirá-las para consumir!

Para prepará-los em casa, segui uma dica de preparo do livro "O poder da cura do limão", da Conceição Trucom, e fiz cogumelos marinados!

Experimentem fazer também. É bem fácil e o resultado é surpreendente!

Cogumelos salmão marinados
 

      Ingredientes:
  • 1 bandeja de cogumelos salmão frescos
  • suco de um limão
  • raspas da casca de 1 limão (veja dicas abaixo)
  • 1 colher des shoyu (indico e somente uso o shoyu Macrobiótico Daimaru)
  • 1 pitada de sal marinho
  • Azeite de oliva extra-virgem a gosto

     Modo de preparo
  1. Higienize delicadamente a cabeça dos cogumelos, evitando que a parte inferior (aonde tem as texturas) tenham contato com a água. E corte as bases fibrosas.
  2. Fatie o cogumelo em tiras finas, de 0,5 a 1 cm.
  3. Coloque os cogumelos num pote, que tenha tampa, e misture com as pontas dos dedos o limão, o shoyu e o sal.
  4. Por último acrescente as raspas da casca do limão, tampe o pote de deixe na geladeira por 15 minutos.
  5. Após esse tempo, regue azeite por cima e sirva em seguida



Dica de compra!
  • Para quem está na capital de São Paulo, pode comprar o cogumelo salmão na CEAGESP,
    de 2ª a 6ª feira, no período da tarde, no pavilhão MLP, que vende verduras no atacado!A comercialização é no atacado, mas quase todos os comerciantes de cogumelos vendem no varejo. O preço varia de R$ 5 a 6 a bandejinha (cotação feita em junho/maio de 2015).


 
Dicas sobre a casca do limão:
  • Não deixe de usar a casca do limão, pois além de deixar um aroma especial no preparo, ela é rica em benefícios para nossa saúde, chega a ter mais vitaminas do que o suco do limão! Mas higienize bem o alimento antes de fazer isso!
  • Cuidado ao raspar a casca do limão para não usar a parte branca, pois ela pode amargar a sua receita! Para isso utilize um ralador mais fino e faça isso de maneira suave.
  • Existe no mercado um raspador de limão, bem baratinho, que é ótimo para isso. Eu ainda não comprei, por falta de tempo de ir atrás em lojas físicas, mas já fica a dica para vocês! É esse da foto abaixo e pra quem quiser, é fácil de achar em lojas online!
 
 
 
 


  

17/06/2015

Para os dogs: Por que escolhi alimentação natural para a Sophia?

Para quem ainda não sabe, tenho uma filhinha de quatro patas, que é a Sophia, uma buldogue francês super ativa! 

E, como ela faz parte da minha rotina, de vez em quando público algumas fotos e fatos dela no Instagram e no Facebook.

E uma das últimas publicações que fiz sobre a alimentação dela, despertou bastante interesse das pessoas que me acompanham!
Por isso, decidi escrever um pouco aqui sobre isso, pois acredito que pode ajudar quem tem bichinhos em casa a escolher uma maneira melhor de cuidar deles.

Desde que a Sophia chegou em casa, eu já seguia uma alimentação baseada em comida de verdade, e uma das minhas preocupações era de oferecer, além da ração, algumas porções de vegetais e petiscos mais saudáveis. Então desde pequena, ela come cenoura, abobrinha, maçã, alface, talos de espinafre, de couve e até coco fresco!
Ela é alucinada, não posso chegar em casa com sacolas da feira, que ela já vem fuçar. E também não posso abrir a gaveta de legumes da geladeira que ela vem correndo e fica pedindo alguma coisa! E eu sempre dou, até deixo separado alguns talos de folhas e legumes e pedaços de cenoura pra ela.

Só que isso era apenas como petiscos, a alimentação dela continuava sendo com ração. Não dava qualquer ração! Depois de ler muitos rótulos de pacotes de ração nos pet shops, escolhi uma versão mais natural, sem transgênicos e sem cereais. Era mais cara, imaginava estar oferecendo o melhor para Sophia. Nessa época eu já tinha conhecimento da alimentação natural para cães, mas pensava que não daria conta de preparar comida pra mim, para o meu namorado e para ela e, a praticidade da ração era o melhor nesse momento.

Como o passar do tempo, ela foi ficando bem chatinha pra comer. A gente colocava a ração e ela nem chegava perto. Tínhamos que usar alguns recursos para abrir o apetite dela. Foi quando eu descobri que podia oferecer kefir aos cães. Então, ela só comia a ração quando misturávamos um pouco de kefir de leite. E mesmo assim, algumas vezes, não comia tudo. Até o momento em que ficou enjoada e simplesmente largava a ração misturada com kefir

Problemas de alergias

Para quem não sabe, a raça buldogue francês é campeã em problemas de alergias! E claro, que com a Sophia não podia ser diferente: ela estava sempre com bolinhas vermelhas no corpo, toda empipocada, sua pele sempre foi bem rosada, excesso de quedas de pelos e as patinhas sempre irritadas, o que fazia ela ficar lambendo direto e sem parar. Ou seja, um sufoco! Chegamos a ter estoque de antialérgicos em casa: pomadas e comprimidos.

Esse excesso de medicação também me incomodava demais! Tanto que sempre estava em busca de algumas soluções mais naturais, como o sabonete de neem para acalmar as alergias de pele, mas não conseguia deixar a medicação de lado.

E foi assim até a última crise feia que ela apresentou: uma alergia horrível na orelha, que chegou a ficar em carne viva. Ficamos mais de um mês tratando a Sophia: tentamos anti-inflamatórios e diversas pomadas e nada de melhorar. Fora que partia nosso coração deixar ela sozinha com aquela proteção na cabeça para não coçar as orelhas.

Uma solução natural

Durante essa crise na orelha da Sophia, eu participei do Retiro de Desintoxicação do Espaço Doce Limão e conheci a Conceição Trucom e todas as suas alternativas naturais. E uma delas, me chamou atenção para o caso da Sophia, um óleo natural regenerador e bactericida. Perguntei se poderia usar em cachorros e ela disse que nunca tinha tentado, mas para eu fazer o teste, pois era ótimo para tratamento de problemas de pele.

Larguei todos os remédios e só usei esse óleo 2x ao dia! Resultado: em uma semana não tinha mais nada na orelha da Sophia!

Então, isso me fez parar e refletir. Cheguei a conclusão que já estava na hora de seguir para um lado mais natural com a Sophia, tanto na sua alimentação, como no seu tratamento veterinário.


Veterinária homeopata

Foi fuçando na internet que encontrei o perfil do Bicho Integral no facebook, que até então para mim era somente a loja virtual que comprava o sabonete de Neem. E, acabei descobrindo que quem estava por trás da loja, era a veterinária homeopata e holística Carmen Coca. Decidi entrar em contato, para ver se ela atendia em São Paulo, pois sabia que ela morava em Florianópolis. E quando é para ser não tem jeito, ela me respondeu avisando que atendia algumas vezes ao ano em São Paulo e, que era para eu ligar para o consultório, pois estaria aqui na próxima semana. E, foi com esse atendimento que transformei a Sophia em um bicho natural!

Alimentação natural

A primeira coisa que a veterinária Carmen me pediu na consulta foi para abandonar a ração e oferecer comida de verdade para a Sophia. Ela me explicou, que mesmo oferecendo uma ração selecionada, essa ainda continha diversos conservantes que fazem muito mal aos pets.

E que, mudando para alimentação natural, muitos dos problemas de alergia da Sophia iriam diminuir. Eu já estava decidida, sabia que iria aumentar meu trabalho na cozinha, mas não aguentava mais ver o sofrimento da gordinha.

Optamos juntas por iniciar a alimentação natural cozida. A veterinária montou um cardápio, mas também indicou a leitura do site Cachorro Verde, que é maravilhoso, tem todas as explicações gratuitas sobre os diversos tipos de alimentação natural.


A mudança da Sophia

Nem preciso falar que a Sophia pirou com essa transição! Ela parece esfomeada, fica na maior animação enquanto preparo a comida... e come tudo na hora. Não sobra absolutamente nada no potinho. É lindo de ver!

Acho que ainda é um pouco cedo para eu falar das melhoras das alergias, principalmente porque no início o cachorro passa por um processo de desintoxicação, como acontece com a gente, e tudo de ruim sai para fora. Então na primeira semana, ela ficou toda empipocada e ainda está um pouco.

Mas, já notei que a pele dela não estão tão rosada, que diminuíram as lambidas nas patas e que até o pelo não está caindo tanto. E a orelha dela está perfeita!

Outros tratamentos

Junto com a alimentação natural, também mudei outras coisas! Estamos aos poucos deixando de usar produtos químicos nela e na limpeza de casa.

Por exemplo, para acalmar a crise da desintoxicação usei óleos essenciais (Hidrolato de Tea Tree) e nos machucados, feridas menores ou alergias mais isoladas, continuo usando o óleo regenerador da Conceição Trucom.

E na limpeza da casa estou usando soluções com bicarbonato de sódio, vinagre e o desinfetante de limão.


Dicas

Como seguidora de uma linha de alimentação natural, tanto para mim quanto para a minha cachorrinha, eu aconselho todo mundo a fazer essa transição.

Mas, assim como para a gente, não seja radical com o seu cão ou gato! Tenha consciência do que está fazendo e oferecendo para ele. Procure se informar mais sobre o assunto, estude, pesquise bons profissionais. Se você não tem condições de pagar por um bom veterinário, sem problemas, tem muito conteúdo bom disponível e de maneira gratuita na internet:


Meu trabalho aumentou sim na cozinha, mas nada que uma organização e um bom planejamento não resolvam. Afinal vale muito a pena cuidar de quem a gente ama!


Espaço PARA OS DOGS do Além das Dietas

Acabei criando aqui no blog um espaço para reunir os textos sobre a alimentação da Sophia e outras postagens que tenham dicas para os cachorros.

Para acompanhar é só acessar PARA OS DOGS no menu superior do blog!

16/06/2015

Rejuvelac de arroz integral

No último sábado a Conceição Trucom fez uma palestra sobre como preparar o suco verde selvagem fermentado e falou um pouco sobre modulação hormonal na alimentação, no 7º Festival da Cozinha Vegetariana que aconteceu na Feira Natural Tech, na Bienal do Ibirapuera em São Paulo.

E eu não fiquei de fora, estava lá colaborando com a organização e, dessa vez, também participei da palestra. A querida Conceição me pediu para explicar aos participantes como preparar o Rejuvelac de arroz, que é um ingrediente fundamental para fazer o suco verde fermentado.

Foi uma emoção e uma responsabilidade muito grande! Nunca tinha falado pra tanta gente e todos estavam super concentrados. Foi lindo demais, deu tudo certo e eu amei ter ajudado dessa forma!

Mas, não poderia deixar os leitores do blog fora dessa, por isso resolvi explicar aqui também, como preparar o Rejuvelac de arroz!

E para quem quiser, vale consultar também os textos e o vídeo, que a Conceição disponibiliza no site Doce Limão. Veja os links, no final da postagem, de alguns textos que usei para escrever esse post!


Sobre o Rejuvelac

O que é?
Uma bebida enzimática, preparada com a fermentação de grãos, riquíssima em probióticos, vitaminas e sais mineiras que irá acelerar e potencializar a digestão, melhorando também o funcionamento do intestino.

Quais grãos usar?
Para preparar o Rejuvelac de 3 ciclos são utilizados os grãos com muito amido, como: arroz, trigo e centeio.

Mas dê preferência ao preparo com o grão de arroz integral (se for orgânico é melhor ainda). Pois, além do arroz ser acessível à todos, ele não contém glúten que está presente nos grãos do trigo e centeio.

Mesmo o glúten sendo um substância insolúvel em água, o rejuvelac preparado com trigo e/ou centeio pode ser inadequado aos celíacos (pessoas com intolerância ao glúten) devido a contaminação por arrastamento. Então é melhor evitar, né?

Você também pode preparar a sua bebida fermentada com grãos com menos amido, como alpiste, painço, quinoa, amaranto e linhaça, porém será um Rejuvelac de apenas 1 ciclo.

Como preparar?
Para preparar o Rejuvelac é necessário germinar o grão escolhido. Então, na receita abaixo, segue o procedimento completo, com o acordar do grão, para fazer os 3 ciclos de 1 litro de Rejuvelac de arroz.

As medidas você deve escolher de acordo com a sua necessidade e com a quantidade de pessoas que irá consumir. Caso você queira menos de 1 litro de bebida, diminua a quantidade de grãos e de água utilizada. E se quiser mais, aumente.

Você também pode definir a potência do seu Rejuvelac, é só controlar a quantidade de água que utiliza no processo de fermentação: menos água ele ficará mais forte e mais água mais suave.

Como consumir?
Você pode estranhar um pouco o gosto da bebida fermentada no início e até mesmo o cheiro. Então para consumir, você pode misturar suco de limão fresco. Pode adicionar o suco direto na garrafa ou usá-lo somente na hora do consumo. Outra dica: misture 1 colher de sobremesa de melado de cana, de preferência orgânico, em 1 litro da sua bebida.

Beba o Rejuvelac durante o seu dia, na quantidade e forma que prefererir. Por exemplo: você pode consumir em jejum com limão e Chooran (pó digestivo da medicina Ayurvédica), pode adicionar no suco verde selvagem ou simplesmente beber durante o dia quando tiver sede. E também tem a possibilidade de fazer o Rejuvelac Frutal, adicionando pedaços ou casca de frutas na sua garrafa.

Mas atenção, procure consumir a sua bebida em 24 horas ou no máximo em 48 horas. O que sobrar desse tempo, você pode transformar em biofertilizante para plantas e brotos, misturando na água que você utiliza para rega-los! Ou também pode usar para fazer marinados, fermentados de legumes e sucos, como a Conceição ensina do site Doce Limão e em seus livros.

Dica para os Pets!
Quem tem cachorro (ou gato) que segue alimentação natural, pode oferecer o Rejuvelac como complemento probiótico! É só misturar a quantidade indicada na comida deles.


Rejuvelac de Arroz Integral

Modo de preparo de 1 litro:
Processo para germinação no ar
  1. Coloque 1 xícara de arroz integral numa peneira e lave os grãos sob água corrente.
  2. Transfira o arroz lavado para um pote de vidro transparente e bem higienizado, e adicione ½ litro de água solarizada ou água filtrada de boa procedência.
  3. Tampe com um pedaço de voil (ou panela furada) e prenda com elástico, coloque num cantinho fresco da sua cozinha e deixe assim por 8 horas.
  4. Após esse tempo, transfira os grãos para a peneira, lave novamente sob água corrente.
  5. Deixe a peneira escorrendo com o arroz num cantinho fresco por 12 horas. Essa é a germinação no ar do arroz.
     
  6. Após a germinação, comece o 1º ciclo do  processo da fermentação sem ar: coloque os grãos de arroz no pote de vidro transparente e bem higienizado, e adicione 1 litro (4 xícaras) de água solarizada ou água filtrada de boa procedência.
    Fermentação sem ar
  7. Tampe o frasco, apenas apoiando a tampa. Você também pode usar um pires ou um voil (panela furada) para isso. Mas nunca feche/vede totalmente o frasco!
  8. Deixe seu vidro com o arroz num lugar fresco em temperatura* ambiente por 24 horas.
    *Temperatura: o ideal para ocorrer a fermentação em 24 horas é o vidro permanecer numa temperatura entre 20 e 24ºC. Então, caso você esteja em um local com temperaturas diferentes dessas, não tem problema, é só observar a fermentação.
    Lugares com temperaturas muito quentes: procure deixar o vidro num local mais fresco da sua cozinha, mas a fermentação pode ser interrompida em menos de 24 horas.
    Lugares com temperaturas mais baixas: procure deixar o vidro num pode ser interrompida com mais de 24 horas. 
  9. Após as 24 horas, é necessário interromper a fermentação. Para isso, transfira o líquido do vidro para um garrafa, de preferência de vidro e que tenha tampa, com auxílio de um funil e um peneira. Esse líquido coado na garrafa já é o Rejuvelac de arroz, pronto para o consumo. 
    
    Rejuvelac pronto cheio de "bolinhas"

     
  10. Tampe bem a garrafa e guarde na geladeira. Consuma em 24 horas ou no máximo em 48 horas.
  11. Com o grão que sobrou na peneira, prepare o 2º ciclo do Rejuvelac. Para isso lave o arroz que está na peneira sob água corrente e coloque-o novamente no vidro já higienizado.
  12. Coloque 1 litro (4 xícaras) de água solarizada ou água filtrada no vidro, e repita os procedimentos citados a partir do item 7.
  13. Após coar o líquido do 2º ciclo, faça o último ciclo do seu Rejuvelac de arroz, siga o item 11 e repita os procedimentos do item 6 ao 10.

O que fazer com o arroz após o 3º ciclo?
  • Você pode cozinhar ele e consumir como arroz cozido normal, só que ele estará quase sem amido e com muitos probióticos! Mas a quantidade de água que você vai usar é menor, assim como o tempo de cozimento.
  • E se quiser, faça melhor ainda, cozinhe os grãos de arroz rapidamente no vapor. Ah, e não esqueça de temperar da forma que achar mais saborosa! Eu adoro usar ervas e mix de temperinhos naturais.


Fontes de pesquisa no site Doce Limão:
 

12/06/2015

Docinho de tâmaras com limão

Entre muitas delícias que estou aprendendo a preparar com a Conceição Trucom, nas oficinas do Espaço Doce Limão, está um docinho de tâmaras com limão!

Esse doce é maravilhoso e super fácil de fazer, como todas as receitas que ela ensina dentro do conceito de alimentação viva!

E, como não gosto de seguir certinho as receitas, pois acho válido dar um toque pessoal no preparo, quando fui preparar em casa, acabei criando o meu docinho! Até mesmo porque não lembrava direito quais eram as medidas certas e todos os ingredientes! rs E, estou confirmando através da minha convivência a Conceição, que é bem assim mesmo.... ao preparar algo em casa, use a criatividade com o que você tem disponível no momento! Já falei sobre isso aqui: Como Cozinhar sem Receitas.

Então é o seguinte, faça como eu, use a receita como inspiração! Se você não tem tâmaras ou não gosta delas, faça somente com uvas-passas, ou vice-versa! Se tiver acessível, experimente misturar um pouco de bananas-passas também.

Ah você não gosta de sementes de girassol? Tudo bem, substitua por outra semente ou castanha que tiver em casa, como: castanhas-do-pará, amêndoas, castanhas de caju! Quer dar um sabor a mais: adicione um pouco de canela ou essência de baunilha. Só não deixe de preparar esse docinho! ;)

Docinho de tâmaras com limão


     Ingredientes:
  • 80 g de tâmaras sem caroço
  • 60 g de uvas-passas bem docinhas
  • suco de 1 limão
  • raspas da cascas de 1 limão
  • 2 colheres de sopa de semente de girassol
  • 2 colheres de sopa de gergelim
  • gergelim para finalizar
    
     Modo de preparo:
  1. Para aproveitar melhor todo o benefício que a semente pode nos oferecer, antes de preparar a receita coloque a semente de girassol e o gergelim de molho em água filtrada por 8 horas. E escorra bem antes de usá-los.
  2. Processe aos poucos os ingredientes utilizando um processador ou liquidificador, até formar uma pasta.
  3. Modele bolinhas com essa pasta e passe elas num potinho com um pouco de gergelim
  4. Guarde na geladeira e sirva gelado


Dicas sobre a casca do limão:
  • Não deixe de usar a casca do limão, pois além de deixar um aroma especial no preparo, ela é rica em benefícios para nossa saúde, chega a ter mais vitaminas do que o suco do limão! Mas higienize bem o alimento antes de fazer isso!
  • Cuidado ao raspar a casca do limão para não usar a parte branca, pois ela pode amargar a sua receita! Para isso utilize um ralador mais fino e faça isso de maneira suave.
  • Existe no mercado um raspador de limão, bem baratinho, que a Conceição usa e é ótimo para isso. Eu ainda não comprei, por falta de tempo de ir atrás em lojas físicas, mas já fica a dica para vocês! É esse da foto abaixo e pra quem quiser, é fácil de achar em lojas online!


11/06/2015

Dica de livro: Como Cozinhar sem Receitas

Há um tempinho, estava em uma livraria buscando por um livro sobre dicas de culinária e gastronomia, e uma edição chamou muito minha atenção: "Como cozinhar sem receitas" do Glyn Christian (Ed. Gutenberg).

Comprei e já no mesmo dia comecei a leitura, pois adorei a proposta do autor de criar pratos sem parecer um robô na cozinha, seguindo a risca cada ingrediente e modo de preparo de uma receita. Afinal, pra mim cozinhar é uma terapia, indo muito além da minha preocupação de me alimentar de maneira saudável.

A mensagem que eu quero passar pra vocês com a indicação desse livro é a seguinte: torne o preparo da sua alimentação um verdadeiro prazer! Cozinhar e preparar refeições saudáveis não tem mistérios e segredos e é uma forma de você cuidar de você e de quem você ama!

Pesquise minhas receitas aqui no blog ou procure em outros site e livros, mas use elas somente como base, como inspiração, como aprendizado e não como um roteiro. Experimente! Substitua os ingredientes de maneira coerente, utilize o que você tem disponível na geladeira e no armário, não se prenda aos alimentos citados na receita! Crie!

Se na receita diz para você usar peito de frango, mas você tem sobrecoxa em casa, arrisque fazer com elas! Se está escrito para utilizar azeite para marinar, mas você não gosta... troque, usei manteiga! Se pede para usar amêndoas, mas você não gosta, não tem em casa, é difícil para compras, substitua por outra semente ou castanha! Ah, e também não se prenda nas medidas e quantidades! Cada um tem um gosto, tem um paladar!

Dica: se você tem dúvidas ou se sente inseguro para arriscar nas trocas, pesquise possíveis substituições de ingredientes na internet.

Confira a primeira receita que criei após a leitura do livro: Peito de frango com estragão, mostarda e abobrinhas

03/06/2015

Grão de bico germinado

Ontem postei uma foto/dica no Instagram e no Facebook de um preparo que gosto de fazer com o
grão de bico germinado! E algumas pessoas se manifestaram pedindo mais explicações sobre o processo
de germinação. Como acredito que a dúvida de alguns, pode ser a de outros, achei melhor dedicar
um post aqui no blog sobre o assunto, mesmo tendo essa informações em outros sites (no final desse texto coloco alguns links, tá?).

Antes de ensinar o procedimento, gostaria de explicar um pouco, de maneira bem simples, sobre a germinação! Germinar um grão ou uma semente, é fazer com que eles se libertem de suas defesas e se preparem para gerar mais vida. Mas não fazemos isso somente pelo lado poético! rs

Quando você compra um grão, sementes ou castanhas, elas estão "blindadas". Isso significa que estão com antinutrientes (as defesas que citei acima), por isso que muitas pessoas apresentam problemas de digestão ao consumir grãos! E o ideal é, sempre antes de consumir esses alimentos, deixa-los de molho na água (demolhagem) por um determinado período para eliminar esses antinutrientes. Por isso, temos que deixar, por exemplo, o feijão e o grão de bico de molho antes de cozinhar!

E a germinação é o próximo passo! Depois de tirar as defesas, você vai mostrar para o grão que ele pode dar continuidade ao seu processo natural, que é gerar uma nova planta! E um alimento germinado tem seu valor nutricional potencializado, o que só traz benefícios aos seu consumo, além de evitar problemas de digestão!

Espero que nesse momento você já tenha se interessado mais no assunto e esteja com muita vontade de germinar seus grãos! Então, vamos começar com a germinação do grão de bico?!

A quantidade de grão utilizada, vai de acordo com a sua necessidade. Mas lembre-se, um alimento vivo não deve ser estocado, ele tem que ser consumido de imediato! Então, minha dica é fazer em pequenas quantidades. Eu costumo germinar umas 2 ou 3 colheres de sopa de grão de bico por vez!


Germinação do grão de bico
1. Escolha os grãos, eliminando aqueles que estão com defeitos e fora do padrão.
2. Lave bem os grãos escolhidos sob água corrente.
3. Coloque os grãos num pote de vidro bem higienizado e cubra eles com água solarizada ou água filtrada de boa qualidade. Lembre-se, essa água irá penetrar nos grãos que você irá consumir!
4. Tampe o vidro apenas com um pedaço de voal (ou algum outro tecido leve que permita a circulação do ar) com elástico para evitar a presença de bichinhos (foto) e coloque o vidro num cantinho da sua casa que seja fresco e pouco iluminado, deixando ele assim por 8 horas. O ideal é fazer isso da noite para o dia, então antes de dormir, coloque seus grãos de molho!
5. Após o período de 8 horas, você precisa lavar novamente os grãos sob água corrente e escorrer toda a água, dando início a germinação!
Germinação no ar
O grão de bico germina no ar, entre 8 e 16 horas. Esse tempo varia de acordo com o clima do dia, se está muito quente ou muito frio. Siga os próximos passos e fique de olho no seu grão, você vai notar o surgimento de um narizinho.. é sinal de que está no caminho certo  
6. Coloque o vidro, tampado com o pedaço de voal, para escorrer, num ângulo aproximado de 45º. Você pode usar de apoio para isso o escorredor de prato, ou colocar o vidro dentro de um potinho que permita essa angulação (como fiz na foto). Ou, um método ainda melhor, é simplesmente colocar os grãos numa peneira e cobri-la com um pedaço de voal.
7. Repita o procedimento de lavagem dos grãos, umas duas vezes ao dia, sempre voltando a etapa acima (6) de escorrer. 
8. Ao perceber o narizinho, seu grão já está germinado. Mas você pode deixar ele crescer mais um pouco, só tome cuidado para o tamanho desse cabinho não ultrapassar o tamanho do grão. 
9. Antes de consumir o grão de bico germinado, você deve retirar a pele. Calma, após toda essa etapa ela solta bem fácil! Feito isso, ele está pronto para o consumo!

Grão de bico germinado ao curry


Dica simples e rápida de preparo para consumir seu grão de bico germinado: misture um pouco de azeite de oliva extra virgem, curry em pó, alho picado, suco de limão, coentro e uma pitada de sal!

Eu acho essa receitinha deliciosa, que faço sem medidas, mas você pode inventar a sua e consumir da forma que achar melhor! Só não vale cozinhar o grão de bico germinado, tá? Porque ai perde o sentido de você dar vida ao alimento e tirar logo em seguida no cozimento.

Mas caso você estranhe demais o sabor e a textura dele, um dica é colocar ele na panela de vapor por apenas 3 minutinhos!


Aprenda mais sobre a germinação:

19/05/2015

Oficinas com a Conceição Trucom no Espaço Doce Limão

Você já conhece o trabalho maravilhoso sobre alimentação saudável que a Conceição Trucom realiza há anos?
Eu conheço há pouco tempo, mas já posso dizer que sou completamente apaixonada por ele e por ela!

Tive a oportunidade de fazer parte da inauguração do seu novo projeto no mês passado, o Espaço Doce Limão, no Guarujá, litoral de SP, participando de um retiro de desintoxicação, como já contei aqui.

E no próximo final de semana irei retornar nesse espaço lindo para participar das oficinas que ela está organizando! Mas não quero ir sozinha, por isso vim até aqui convidar os leitores do meu blog!


Se você quiser ir também, dá uma olhadinha no site Doce Limão porque eu sei que ela preparou condições especiais de pagamento para quem quiser aproveitar o final de semana todo!

E se você, como eu, não mora no Guarujá, tem a opção de ficar hospedado, de forma simples, no Espaço Doce Limão de sábado para domingo, com um preço super especial!

Aproveite, dê esse presente para sua saúde!

Se não puder ir nessas datas, fique de olho na agenda para os próximos eventos!

Mais informações acesse:
http://www.docelimao.com.br/site/agenda/

Ou mande um e-mail para a Conceição no: contato@docelimao.com.br

Quero te encontrar lá, hein?!

08/05/2015

Sopa de folha de couve-flor com inhame

Vivi uma experiência incrível na feira (atacado de verduras da CEAGESP): peguei meu alimento do lixo!

Não estou ficando doida e nem passando necessidade financeira, eu simplesmente estava procurando folhas de couve-flor ou de brócolis para comprar e utilizar no meu suco verde selvagem. Mas ninguém quis me vender somente as folhas e um vendedor me indicou o descarte. Disse que eles tinham acabado de cortar as folhas e que podia ficar a vontade para pegar quantas eu quisesse.

Deixei a vergonha de lado e, sob olhares estranhos dos feirantes, fui mexer nas folhas que estavam jogadas no chão e separar as mais bonitas! Enchi minha sacola e fui embora feliz da vida, ainda mais que ganhei um brinde: um pedaço de couve-flor estava nesse amontoado de folhas.

Pra quem não sabe, as folhas e talos dos legumes são a parte mais rica dos vegetais. Por desconhecimento desse fato e, por não saber como aproveitar tais partes, nós descartamos toneladas desses alimentos por ano.  Ou seja, estamos jogando saúde no lixo!

"A folha da couve-flor foi o produto que mais surpreendeu os pesquisadores. Embora geralmente não seja aproveitada no preparo de pratos, o estudo constatou que 100 g da folha contêm 122 mg de vitamina C, quantidade quatro vezes maior do que no mesmo volume da polpa da laranja, por exemplo."  (O valor do alimento que é jogado fora - UNESP)

Pensando nesse desperdício todo e nos benefícios para minha saúde, decidi ir além do suco verde, e experimentar um receita com as folhas que colhi no lixo da feira. E como está friozinho em São Paulo, nada como uma boa sopinha!

Depois de bem higienizadas (lavo em água corrente e deixo de molho em água com suco de limão e sua casca), separei uma parte pro meu suco e uma outra para a receita. Vamos lá, experimente você também! Ficou uma delícia.... e o mais gostoso é saber que resgatei esse alimento do lixo! 



Sopa de folha de couve-flor com inhame




Ingredientes

  • 300 ml de água filtrada
  • 150 g de inhame descascado e cortado em cubos
  • 100 g de folhas de couve-flor picadas
  • 50 g de sementes de girassol sem casca 
  • suco de 1 limão
  • 1/2 cebola em cubinhos
  • 1 colher de sopa de azeite de oliva
  • 1 dente de alho
  • 1 colher de chá rasa de sal rosa ou marinho
  • 1 pitada de pimenta do reino branco 

Modo de preparo

  1. Germine as sementes de girassol sem casca: deixe elas de molho em água filtrada por 8 horas. Após esse tempo, passe numa peneira descartando a água. Reserve as sementes.
  2. Prepare o leite de inhame: num liqüidificador bate o inhame com os 300 ml de água até obter um líquido homogêneo. Coe esse líquido, pode ser usando um coador de voal (pra quem já tem, use a panela furada 1) ou passe em uma peneira. Descarte o que ficar no coador e reserve o leite.
  3. Numa panela, em fogo baixo, aqueça o azeite e acrescente a cebola. Mexa por 3 minutos e adicione o alho, misturando por mais 1 minuto.
  4. Acrescente as folhas picadas, o suco de limão, o sal e a pimenta e continue mexendo por mais uns 3 minutos.
  5. Adicione o leite de inhame, misture bem e apague o fogo deixando a panela tampada por 5 minutos.
  6. Transfira o conteúdo da panela para o liqüidificador, acrescente as sementes de girassol e bata por uns 2 minutos.
  7. Sirva logo em seguida ou volte para panela para esquentar mais um pouco.

Alimentação viva
  • Se essa for sua opção, você pode preparar uma sopa amornada dentro do conceito trabalhado na alimentação viva, controlando a temperatura da comida dentro da panela para não ultrapassar 45ºC (essa é a temperatura que nossa mão aguenta ao tocar o alimento e que não queima nossa língua).
    O ideal nesse preparo é utilizar uma panela de barro. Mas caso não tenha, utilize o fogo bem baixo e retire a panela quando sentir que o alimento está esquentando muito. Foi dessa forma que preparei a minha!




25/04/2015

Suco verde selvagem

Bem diferente dos sucos verdes que eu costumava fazer em casa, o suco verde selvagem tem mais poder de nutrição e desintoxicação para o nosso corpo, pelos seus ingredientes ricos em vida e pelo modo de preparo.

E quem me ensinou sobre ele, seus ingredientes e seu preparo foi a querida Conceição Trucom do Doce Limão. Vou tentar resumir aqui tudo que ela me passou... mas se você tiver interesse em se aprofundar no assunto, o que vale muito a pena, assista o Vídeo Oficina Suco Verde Selvagem que ela disponibiliza no site Doce Limão.

O ideal é você tomar esse preparo, todos os dias, assim que fizer no período da manhã. Eu tomo ele 30 minutos depois que acordo e tomo meu limão.

Fermentado

Como é um suco vivo, você tem que consumir ele todo na hora. Mas aprendi com a Conceição, uma maneira de fazer várias porções para tomar durante o dia, pois não é legal para o seu corpo tomar muito líquido de uma vez.

Para isso é só acrescentar 30% de Rejuvelac (pode ser Kefir de Água) no preparo e encher potinhos de vidro até transbordarem, fechar bem e guardar em geladeira. É importante encher o pote até o seu limite máximo, evitando dessa forma que ocorra oxidação do seu suco, e quando for consumir tomar todo o conteúdo.

Ingrediente selvagem

Esse suco é chamado de selvagem porque um dos ingredientes dele são as "Plantas Alimentícias Não Convencionais", mais conhecidas como PANCs. Nada mais são do que aquelas plantas que conhecemos como matos e ervas daninhas que estão a nossa volta, como, por exemplo: trapoeraba, cavalinha, carururu, dente de leão, taioba, malva... e até mesmo manjericão, hortelã, erva doce. Tem muito mais, pesquisem mais sobre elas e encontre a que tem ofertada na sua região! Elas são riquíssimas para a nossa saúde!

Sementes germinadas

Outro ingrediente importante, e que também não faz parte do suco verde tradicional, são as sementes e grãos germinados. Na prática com a Conceição, usamos a semente de girassol com casca, mas em casa eu fiz com a semente de linhaça hidratada por 8 horas, enquanto minha semente não germina.

Além das germinadas, você também pode usar os brotos de sementes e grão. Já experimentei com o broto do trigo.

Panela furada

Para fazer esse suco em casa você vai precisar de um liquidificador e também de uma "panela furada 2", que nada mais é do que um tecido com poros um pouco maior do que um tecido de voil ou organza. É importante ter essa panela para coar com as mãos o suco, depois de batido no liquidificador, para reduzir as fibras e facilitar a desintoxicação.

Receita básica

Não tem uma receitinha certa para você seguir, tem que seguir aquilo que você tem em casa, de acordo com essas orientações:

  • 1 a 3 frutas: de preferência maçã ou pêra + abacaxi, caqui, manga (maduros)
  • Suco de 1 limão fresco
  • 2 a 4 variedade de folhas, contando com PANCs, brotos e folhas convencionais
  • 1 raiz com pouco amido: inhame, cenoura, beterraba, mandioquinha, nabo, rabanete
  • 1 semente germinada: girassol (com ou sem casca), linhaça, alpiste, painço
  • 1 socador natural para o liquidificador: pepino, abobrinha, um talo de erva doce
  • 1 legume (opcional): chuchu, abobrinha, abóbora

Lembrando: todos os ingredientes do suco devem ser crus e você pode abusar das folhas, nada de colocar só um galinho de manjericão, por exemplo! Coloque uma mão de cada tipo de folha!

E, importante, não ultrapasse a quantidade indicada de cada ingrendiente, não faça misturas além do que está descrito acima! Mas procure variar nos ingredientes a cada semana!

Dicas de preparo

O ideal para quem não tem um liquidificador potente é preparar o suco em duas batidas, ou seja, primeiro bater as frutas e coar na panela furada, apertando com as mãos. 

Depois voltar um parte do liquido coada para o liquidificador e bater as folhas e raizes e por último a semente germinada de girassol. E coar novamente!

Quando utilizei a linhaça, mudei um pouco a ordem desse preparo e bati ela primeiro com um pouco do suco de limão, e depois de bem triturada, acrescentei as frutas, coei e segui o preparo acima.

E, como em casa eu tenho feito de noite para tomar no dia seguinte, estou preparando o suco fermentado com o Rejuvelac. Então utilizo esse líquido na primeira batida com as frutas.

Dúvidas

Espero ter conseguido ser clara nas explicações... tentei transmitir tudo que aprendi pessoalmente com a Conceição, mas caso tenha ficado alguma dúvida, não deixe de assistir o Video Oficina Suco Verde Selvagem. Vale muito!! É uma aula bem profunda sobre tudo isso que tentei resumir aqui.

Sei que parece um pouco complicado preparar esse suco, mas tente! Mude alguns hábitos na sua vida, incorpore alguns desses ingredientes, que citei nesse texto, na sua alimentação. Você só tem a ganhar com tudo isso! Esse suco é vida, é luz, é muita saúde! 




23/04/2015

Sopa rústica de abóbora japonesa

No último feriado tive a oportunidade de participar de um Retiro de Detox Intensivo na inauguração do Centro de Estudos Doce Limão da querida Conceição Trucom.

Nesses cinco dias que passei no espaço, pude conhecer na prática a alimentação cru, viva e vegetariana. Fizemos e provamos deliciosas receitas o que ajudou a desintoxicar não só o corpo físico.. mas o emocional também. Foi uma experiência maravilhosa!

Me interessei muito no estilo de alimentação, mas como as mudanças não podem ser radicais, optei por incluir alguns preparos e práticas no meu dia a dia aos poucos... e assim vou testando e aprovando o que funciona e faz bem para mim.

E pra começar, resolvi experimentar em casa uma das receitas que fizeram parte do nosso jantar durante o retiro: sopa amornada de abóbora com inhame.

Mas, modifiquei um pouco a receita, incluindo alguns ingredientes que acredito serem bons para mim e, tive que alterar o modo de preparo, por não ter as "ferramentas" necessárias para fazer uma comida viva. Então, o resultado foi a minha sopa rústica de abóbora japonesa! E como ficou deliciosa também, resolvi compartilhar com vocês. Eu diria que ficou uma sopa semi-viva (rs), pois tentei fazer levemente amornada.

Antes, gostaria de explicar um pouco sobre o preparo da comida viva que vivenciei no retiro, mas não apliquei na minha receita. As comidas vivas podem sim ser preparadas no fogo, desde que não ultrapassem a temperatura de 40ºC. Para isso, eles utilizam panelas de ferro, e mexem a comida com os dedos para sentir o aquecimento. E, a cebola é refogada no próprio óleo que ela solta enquanto esquenta, ou seja, nada de azeite ou manteigas.

Ah, só mais uma coisa antes de passar a receita. Eu preparei em casa sem seguir medidas, fui seguindo a minha intuição.... então não se prendam aos números que coloquei como referência, façam de acordo com o gosto de vocês, inclusive o preparo! Usem essa receita como inspiração para criar a de vocês!


Sopa rústica de abóbora japonesa


Ingredientes

  • 120 g de abóbora japonesa ralada (pode ser com a casca)
  • 1 cenoura média ralada (se for orgânica pode ser com a casca)
  • 1 inhame pequeno sem casca e ralado
  • 150 ml de leite de coco caseiro
  • 1/2 cebola picada
  • 4 cogumelos shitake fatiados
  • 1 colher de sopa de manteiga de garrafa (pode ser azeite)
  • suco fresco de 1 limão
  • raspas da casca de 1 limão
  • sal rosa a gosto
  • 1 pitada de noz moscada
  • dill/aneto/endro a gosto (usei o desidratado)
  • sementes de abóbora sem casca para servir

Modo de preparo
  1. Aqueça em fogo baixo a manteiga (reserve uma parte para os cogumelos) e rapidamente acrescente a cebola, mexendo sempre. Quando sentir que a panela esquentou demais, retire do fogo e continue mexendo.
  2. Ainda fora do fogo, adicione os vegetais ralados e misture bem.
  3. Volte a panela ao fogo baixo e acrescente o leite de coco, o suco de limão, as raspas, o sal, a noz moscada e o dill.
  4. Mexa por um minuto, retire do fogo e processe a sopa. Eu utilizei o mixer direto na panela, mas você pode usar o liquidificador. Mas não processe demais, pois o gostoso é deixar a sopa com textura.
  5. Depois de processado, volte ao fogo baixo por mais um minutinho. Desligue o fogo, tampe a panela e reserve.
  6. Aqueça o restante da manteiga numa frigideira, também em fogo baixo, e acrescente os cogumelos. Depois de uns 2 minutos, transfira eles para a panela de sopa tampada.
  7. Mantenha a panela fechada por mais 5 minutos.
  8. Na hora de servir, salpique um pouco das sementes de abóbora.

13/04/2015

Mini quiche de quatro queijos sem glúten

No último final de semana participei de mais um curso de aprimoramento na cozinha. Dessa vez foi para aprender a preparar tortas, quiches e salgados sem glúten e sem lactose, sob orientação da chef funcional Luana Budel.

O curso foi uma delícia em todos os sentidos! Mas tinha que testar o que aprendi na cozinha de casa, escolhi então fazer um quiche, mas em uma versão com lactose, para agradar o namorado que é completamente apaixonado por queijos! Usei como base a receita de massa que aprendi com a chef Luana no curso... mas fiz algumas substituições de acordo com a alimentação que sigo.

Não é complicado de fazer e nem requer muita experiência na cozinha! E o recheio você pode mudar de acordo com o seu paladar... Que tal um de legumes? No curso aprendemos um de brócolis ninja (americano) com cogumelos que ficou sensacional.

Para uma versão sem lactose, você tem que substituir o creme de leite fresco do creme royal do recheio por algum leite vegetal preparado de forma mais grossa que pode ser de amêndoas, de arroz ou de inhame! E se sua intolerância à lactose for muito severa, tome os cuidados necessários com a manteiga que utilizei na massa.


Mini quiche de quatro queijos


     Ingredientes

      Massa:
  • 140 g de farinha de arroz (branca ou integral)
  • 55 g de fécula de batata
  • 20 g de fécula de mandioca (polvilho doce)
  • 6 g de goma xantana
  • 1/2 colher de chá de sal rosa
  • 90 g de manteiga de garrafa ou ghee
  • 1 ovo em temperatura ambiente levemente batido
  • água se achar necessário (verificar consistência da massa)
     
     Recheio:
  • 100 ml de creme de leite fresco
  • 1 ovo
  • 1 pitada de noz moscada
  • 1 pitada de pimenta do reino branca
  • 1 pitada de sal rosa  
  • Mix de 4 tipos de queijos a gosto
    (sugestão do namorado: muçarela, provolone, coalho e ementhal)

    
     Modo de preparo


     Massa:
  1. Em uma tigela faça uma mistura com a farinha de arroz, a fécula de batata, o polvilho doce, a goma xantana e o sal.
  2. Acrescente a manteiga amolecida e misture com as pontas dos dedos.
  3. Adicione o ovo batido e sinta a consistência da massa que deve ser mais moldável e um pouco gordurosa.
  4. Caso ache necessário acrescente um pouco de água na massa para melhorar a consistência, isso pode variar de acordo com a marca das farinhas e com a umidade do tempo do dia.
  5. Faça uma bolinha com a massa, envolva com um pedaço de plástico filme e guarde na geladeira por 30 minutos
    
     Recheio:

  1. Prepare o creme royal: misture o creme de leite fresco, com o ovo, sal rosa, noz moscada e a pimenta do reino branco numa tigelinha e reserve.
  2. Rale os queijos, misture e reserve.
    
     Montagem:

  1. Pré-aqueça o forno a 180º C.
  2. Após o tempo da massa na geladeira, divida a quantidade em 6 porções e molde em forminhas de quiche, pode ser aquelas de cupcakes também. Preencha o fundo e acerte as laterais com a massa, mas não deixe a espessura muito fina.
  3. Coloque o queijo ralado nas forminhas até o topo.
  4. Preencha as forminhas com o creme royal.
  5. Leve para assar por, aproximadamente, 30 minutos.



07/04/2015

Brownie com nozes - sem glúten e sem lactose

Fazia tempo que não ia para a cozinha para fazer receitas doces, mas me inspirei para fazer esse bolo já que comprei vários tipos de farinhas sem glúten para testar alguns pães que aprendi em um curso que participei há pouco tempo.

Os pães ainda não deram certo, mas o brownie ficou uma delícia e foi aprovado pelos amigos! É uma receita super fácil de preparar, não tem glúten e nem lactose*! Leva um pouco de açúcar mascavo, que se consumido com moderação, não faz mal nenhum!

Ah... e você pode usar as castanhas que tiver em casa e que mais gostar, tanto na massa, como para polvilhar! E como sugestão, experimente assar em forminhas de cupcakes, como eu fiz... eles ficaram bem fofinhos e em porções individuais!

*Caso você tenha, ou vá preparar essa receita para alguém com intolerância severa à lactose, aconselho a entrar em contato com o fabricante da manteiga antes, ou usar uma manteiga ghee certificada como "sem lactose". Outra opção é a substituição pela manteiga de cacau!


Brownie com nozes


     Ingredientes
  • 100 g de manteiga de garrafa ou ghee
  • 60 g de açúcar mascavo
  • 2 ovos em temperatura ambiente
  • 50 g de chocolate amargo picado (65% ou menos de cacau, sem glúten e lactose)*
  • 50 g de farinha de arroz
  • 50 g de nozes picadas
  • 30 g de cacau em pó sem açúcar
  • 15 g de fécula de batata
  • 10 g de polvilho doce
  • 1 colher de chá de essência de baunilha
  • 1/2 colher de chá de sal rosa
  • 1/2 colher de chá de fermento químico
     
     Modo de preparo
  1. Pré aqueça o forno à 180º.
  2. Em um bowl, misture a farinha de arroz, a fécula de batata, o polvilho doce, o cacau, o sal e reserve.
  3. Numa outra tigela, misture a manteiga com o açúcar e depois acrescente os ovos com a essência de baunilha.
  4. Acrescente a mistura líquida nas farinhas e misture bem com auxílio de uma colher.
  5. Adicione o fermento delicadamente e por último o chocolate picado com as nozes.
  6. Espalhe a massa numa assadeira untada com manteiga, ou numa forma de silicone.
  7. Salpique um pouco de nozes mais trituradas por cima.
  8. Leve para assar por 25 minutos. 

Observação sobre o chocolate amargo!
  • Todos sabem que o chocolate amargo é a opção mais saudável, né? Porém, tomem cuidado com os altos índices de cacau... não necessariamente a barra com 90% de cacau pode ser a melhor pra você.
    Mais que 65% de cacau, o chocolate se torna muito ácido e pode causar inflamação no nosso corpo, e até mesmo problemas de refluxos, principalmente naquelas pessoas que tem problema de estômago, como eu!
    E claro, fique sempre de olho no rótulo e dê preferência para aquela barrinha que tiver menos ingredientes e que o açúcar não seja o primeiro deles. Eu gosto muito de consumir o Zero lactose e glúten com 50% de cacau da Cacau Show, mas procure o que for melhor pra você!

01/04/2015

O PLANO e as minhas experiências na alimentação

Minha história com a alimentação é bem diversificada. Já passei por vários tipos de "dietas" e "reeducações alimentares" para tentar perder peso e encontrar algo que me deixasse bem em todos os sentidos. Não foi um caminho fácil, pois sempre tinha algo que me incomodava e me deixava insatisfeita.

Ano passado eu mergulhei de cabeça na alimentação "Paleo/LowCarb", depois de ter perdido peso com uma reeducação alimentar. Estudei bastante, e todos os conceitos para mim eram perfeitos... mas na prática sentia que estava faltando alguma coisa, precisava me encontrar dentro desse tipo de dieta e aproveitar melhor os benefícios dessa proposta.

Foi então que, no começo desse ano, depois de vários momentos de reflexãos sobre a "Paleo", eu optei por eliminar os rótulos da minha alimentação, e não só dos alimentos, como já estava fazendo. Comecei a ler um pouco mais sobre outras áreas da nutrição – como a alimentação ayurvédica, nutrição holística, alimentos funcionais, comida viva – e passei a selecionar alguns conceitos para colocar em prática, sempre dando preferência à comida de verdade.

E como a cabeça mais aberta, um dia entrei numa livraria e me deparei com o seguinte livro: O Plano - Elimine os alimentos "saudáveis" que surpreendentemente engordam - e perca peso rápido. Li algumas páginas, adorei e comprei! E o resultado, depois de ler e seguir a proposta da autora: essa leitura era a peça que estava faltando no quebra-cabeça da minha vida alimentar.


O Plano


O livro é escrito pela americana Lyn-Genet Recitas, uma especialista em nutrição e medicina holística. Ela explica, de uma forma super fácil de entender, porque a gente engorda e fica doente e como podemos reverter esse quadro através da alimentação. Até aí, nenhuma novidade, né?

Mas o que mais me encantou é que a proposta do livro é tratar individualmente a alimentação de cada um: o alimento que pode funcionar para mim, pode não ser bom para você! E que, os alimentos que são reverenciados em planos alimentares, podem ser saudáveis sim, se consideramos eles isoladamente, mas quando combinamos com a química corporal, que é única em cada pessoa, eles podem causar reações tóxicas com várias consequências.

E como testar isso?! A Lyn-Genet propõe um plano alimentar de 20 dias, no qual você testa, em dias alternados, alguns alimentos, dos menos para os mais reativos. Dessa forma, dá para descobrir o que funciona ou não para o SEU corpo!


Meus resultados com O Plano


Encarei os 20 dias... e foi a melhor experiência que já tive com comida!
Não é tão simples de seguir, exige alguns preparos, cuidados e muita dedicação, mas vale a pena! Além de ter perdido 6% do meu peso, de maneira saudável, eu finalmente aprendi a conhecer como meu corpo funciona.

É uma proposta deliciosa e surpreendente mesmo: eu emagreci comendo muito, muito mesmo, tive até que reduzir o tamanho de algumas porções! As receitas são fáceis, com muita comida de verdade - inclusive as gorduras do bem - e muito saborosas. Ah, e o melhor, uma taça de vinho tinto e chocolate amargo (até 60% porque mais, é saudável, mas pode causar refluxos em pessoas que tem problemas de estômago por ser muito ácido), são liberados a partir do 4º dia e não te fazem mal, pelo contrário, dá pra emagrecer assim!



"Além dos benefícios físicos, o vinho é uma grande alegria e a felicidade neutraliza a inflamação. É sério, não estou brincando. Toda a filosofia do Plano é que é possível emagrecer de modo agradável"


No meu caso, tive problemas com a rúcula não orgânica! Sim, a rúcula causou reações estranhas no meu corpo, e não o chocolate que comi! Ainda não descobri se é a verdura em sim ou se são os agrotóxicos que causaram isso... esse vai ser um outro teste! Mas, isso não é demais?! Jamais colocaria a culpa na minha salada de rúcula....

Ah, e também fiz as pazes com alimentos que já não comia há tempos por serem ricos em carboidratos, como arroz, grão de bico e beterraba.

Descobri também que quando meu intestino não está funcionando muito bem, tenho oscilações de humor terríveis... cheguei até a pensar que estava de TPM.

E o plano não acaba em 20 dias. A ideia é que você continue ele sozinho, e conhecendo quais são as comidas que vocês pode comer de forma tranquila - os seus alimentos amigáveis - e, ela te ensina também, como lidar com os seus alimentos reativos.

Publiquei algumas dicas durante esse dias no meu perfil do Instragram (@alemdasdietas) usando a #lyngenettheplan ;)


Outras considerações sobre o livro

Algumas das minhas refeições durante os 20 dias do Plano
Você se interessou e ficou com vontade de ler o livro?! Tem todo meu apoio!! É fantástico!
Mas acho interessante colocar algumas observações referentes a tradução.

Primeiro em relação aos produtos que a tradutora coloca em suas notas como marcas equivalentes. A autora tem muito cuidado com os alimentos que ela indica, e infelizmente esses produtos são americanos e não encontramos com facilidade aqui no Brasil. Isso é muito triste, porque lá fora tem muita coisa boa!

Por exemplo, um biscoito de centeio nos EUA é completamente diferente dos que encontramos aqui. Lá é centeio puro, aqui é um mix de farinhas com uma pequena quantidade de centeio.

Da mesma forma que, o cereal de arroz orgânico sem glúten indicado, é completamente diferente do Nesfit que temos aqui no Brasil. É só pesquisar as marcas originais na internet que a Lyn-Genet e dar uma lida nos ingredientes e comparar com o que a tradutora coloca como equivalente. Leia sempre os rótulos!
 
Outra falha que notei, é sobre a tradução do creme de leite! Afinal o creme de leite light consumido pelos americanos é bem diferente do nosso. Lá, o "light cream" é um creme de leite que tem entre 18% e 30% de gordura, o que seria mais equivalente ao nosso creme de leite fresco e não ao nosso creme de leite light sem gorduras.
 
Também ficou faltando explicar melhor como que é feito o cálculo de água! A conta que a autora explica são com as medidas americanas: o peso em libras e a quantidade de água em onças. Use um conversor de medidas na internet para chegar no resultado correto!
 

Minha atual alimentação
 
Então é isso! Depois da leitura desse livro, eu removi totalmente os rótulos da minha alimentação. Prefiro dizer que eu sigo uma alimentação natural, com muita comida de verdade, que me faz bem! Pretendo continuar seguindo o que aprendi com O Plano. Daqui pra frente, estarei em fase de testes, criando uma relação dos alimentos que são amigáveis para o meu corpo!
 
Continuo me alimentando com gorduras do bem! Evito ao máximo gorduras trans, hidrogenadas, margarinas, óleos vegetais inflamatórias (óleo de soja, canola, milho, etc). Vou me manter sem glúten, pois além de ter algumas reações que ainda preciso testar novamente, sei o mal que ele faz no nosso corpo. Coisas que a "Paleo" me ensinou  e que vou levar pro resto da minha vida!
 
Perdi o medo de comer carboidratos e, nem me passa pela cabeça, voltar a quantificar a quantidade que estou ingerindo por dia. Me livrei disso! Da mesma forma que não quero saber e nem faço ideia de quantas calorias eu consumo. Sei que não é isso que engorda! Na verdade o que me engordava era o stress de ter essa preocupação.
 
Acho que é isso! Agora é continuar vivendo, aprendendo e testando!